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NAU CATRINETA

Lá vem a Nau Catrineta Que tem muito que contar! Ouvide agora, senhores, Uma história de pasmar.

NAU CATRINETA

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20
Nov15

A força de Paris

Naçao Valente

Há muitas diferenças entre Paris e os extremistas islâmicos. Mas há uma que é a mãe de todas as diferenças. É a democracia, com todos os seus defeitos. E Paris está na génese dessa grande mudança. Foi ali que no final do século XVIII, se deram os acontecimentos que levaram à substituição do poder absoluto por uma república parlamentar. Foi ali que caiu o poder secular da nobreza e ascendeu ao governo a classe económica dominante, designada como burguesia. Ali assumiu o sistema capitalista a sua plenitude.

O Islão, com uma ou outra excepção, nunca saiu do absolutismo, mantido em muitos países debaixo da ortodoxia religiosa. A separação entre a igreja e o estado é um passo fundamental no caminho de uma sociedade progressista. A educação universal e laica outro passo fundamental. A distribuição mais equitativa da riqueza um passo decisivo. Os ditadores de muitos países árabes, eternizam o seu poder, na manutenção do dogmatismo religioso como suporte ideológico dos seus regimes. Paris como símbolo da revolução democrática é um demónio a estigmatizar.

O controle da mentalidade das suas populações passa por diabolizar o modo de vida ocidental, de que Paris é alfa e ómega. Daí que os extremismos promovam o ódio contra o bem estar que a cidade luz representa. Nesse sentido será um alvo privilegiado. Como tal tem que aumentar o nível de alerta. E no campo da educação, deve o Ocidente utilizar todas as vias e todas as oportunidades, para tirar as populações do obscurantismo a que estão sujeitos. Só esta revolução pode libertar aqueles povos do fundamentalismo que os oprime.

MG 

15
Abr15

Tributo ao café, ao vinho e às mulheres

Naçao Valente

No tempo em que o pudor era um travão à linguagem mais desbragada, costumava dizer-se de um cidadão com comportamento exemplar, diria quase ascético, em ralação a vícios que "não fuma, não bebe e não...". A última palavra, da trilogia pecaminosa, ficava omissa, mas todos a percebiam. E se havia coisa que na puta da vida que um macho, para mais latino, não apreciava, era que pusessem em causa a sua masculinidade. E daí que a afirmação varonil, começasse, desde tenra idade, a ser comprovada com a iniciação de dar umas passas em grupo e a emborcar uns copos de tintol. E ás vezes até havia sessões para demonstrar a virilidade do instrumento. E para não ser acusado de sexista, esclareço que não me  pronuncio sobre o género feminino porque não falo do que não sei.

Vem este longo intróito a propósito de ontem ter sido o dia do café. Tal evento trouxe-me à memória que foi por aí que começou o meu vício na bebida. Para que não haja mal entendidos sobre o meu lugar na trilogia pecaminosa. Pequeno e inofensivo vício, que me foi incutido pelos meus avós, quando todas as noites antes de ir para a cama, me serviam uma saborosa tigela do precioso néctar. Claro que era um café pobre em cafeína e em consonância com quem era pobre de recursos e portanto de grandes vícios. Foi também com os mesmos anciãos que comecei a beber o meu copito de palheto. A ti Amélia, minha avó, a propósito, estalando a língua dizia "é este copito que me traz de pé". Quanto ao tabaco, apesar de ter chupado umas fumaças, nunca me tornei dependente da nicotina, graças à estratégia da minha mãe que me salvou desse vício.

Fiquei consumidor de café e de vinho qb. Quero que fique clara a minha relação com a trilogia pecaminosa. Não nego que algumas vezes, especialmente em eventos sociais, ultrapassei os limites e pelo menos uma vez, sem exemplo, pisei a linha do coma alcoólico. E se é verdade que num jantar de fim de curso derramei, desastradamente, um copo de carrascão no vestido de seda de uma colega, no fundo fui sempre um"bêbado" divertido. Contudo, não me considero um viciado da bebida, café ou vinho, mas o mesmo não posso dizer do vício omitido da trilogia. Essa foi sempre a minha grande fraqueza, pois nunca consegui resistir à sedução de qualquer cara linda, independentemente de etnias ou religiões. Não consegui resistir e ainda hoje, na idade para ter juízo, não resisto. Consola-me o facto de ninguém ser perfeito. Uns porque se esquecem de pagar impostos, outros porque se perdem nos prazeres da carne.

Enfim, fico feliz por o café, esse companheiro de longa data, finalmente ter o seu dia. E ainda hoje é a cereja em cima do bolo, isto é, remata a refeição, regada com um bom vinho português. Já o tabaco, mesmo depois de uma sessão tipo 50 sombras de Grey, quero que se foda.

Longa vida para o café, viva o senhor vinho e vida eterna para aquela coisa que por pudor, adquirido na formação tradicional, não posso nomear.  

MG

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